A 15 de Novembro de 2026 irão assinalar-se os 50 anos de actividade ininterrupta do GIFI. Meio século de persistente curiosidade e interrogação sobre mistérios, conhecimento e cultura.

O Grupo permanece bem vivo e recomenda-se, sólido em relações de amizade que forjam uma união capaz de superar distâncias de tempo e espaço. O bem que nos sabe estarmos juntos.

Laboriosamente, pois nada se faz sem dedicação e vontade, a comissão dos 50 anos lançou  ideia de, finalmente, retomarmos os fim-de-semana em grupo, pelo que as comemorações levaram-nos a Mértola neste início de Outubro.

Caminhada de natureza até ao Pulo do Lobo, palco da lenda do jovem camponês transformado em lobisomem por uma bruxa, a mando de um rei por ter ousado amar uma princesa. Em cujas águas desapareceram, para a fria morte ou finalmente livres e juntos ?

Visita guiada à história de Mértola, dos vestígios da idade do bronze, à majestosa urbe comercial romana, aos dois baptistérios pré-cristãos, ao bairro islâmico e a reconstrução de uma casa da época, a enorme mesquita que se fez igreja, com um cruzamento simbólico que merece atenção, até ao castelo e a Ordem e Santiago, que nos tem acompanhado significativamente há mais de dois anos. Tudo abrilhantado pelos vários núcleos museológicos espalhados no casco antigo, entre muralhas. Levados pela Mafalda, uma excelente e incrivelmente paciente guia da Câmara Municipal de Mértola.

Imersão na arqueologia industrial na Mina de São Domingos, um cenário apocalíptico sulfúreo explorado a pé e em caravana automóvel. Para terminar no Pomarão, onde desembocava anteriormente a linha de ferro do minério, que seguia depois Guadiana abaixo. Palco, nos anos 90 do século passado, dos avistamentos de estranhas luzes brancas, talvez gémeas da luz da raia, na fronteira da Galiza, e da luz da caniceira, nos campos de Alcácer do Sal e daí para Sul.

História, lenda e mistério. E muitas horas reunidos à volta de mesas várias, em conversa imparável, risos e gargalhadas. De alma cheia e sorriso nos lábios.

A efeméride prossegue em Novembro e ficará fixada em livro, na forja da nossa memória.