A 21 de Junho de 2025 o GIFI realizou uma visita a Alcácer do Sal, retomando a temática das ordens militares religiosas- no caso a Ordem de Santiago – mas focando igualmente outros motivos de interesse históricos e patrimoniais, bem como lendas locais e crenças religiosas populares.
Estivemos na Igreja de Santo António, que integrou o convento franciscano com o mesmo orago, e de que faz parte integrante a interessantíssima capela das Onze Mil Virgens. Templo quinhentista, em estilo renascença, está intimamente ligado à família Mascarenhas, devendo-se a sua construção a D. Violante Henriques, mulher do alcaide-mor de Alcácer do Sal, D. Fernando Martins de Mascarenhas. Já a capela foi iniciativa do seu filho D. Pedro de Mascarenhas, embaixador e vice-rei da Índia. A inspiração para a edificação terá resultado da sua estada como embaixador junto da Santa Sé, tendo a arquitectura da obra ficado a cargo de António Rodrigues. Trata-se de uma capela funerária, onde o edificador guardou também as diversas relíquias que possuía, mas que, registe-se, ali já não se encontram.
Temos a agradecer à Paróquia de Alcácer do Sal a rápida e prestimosa resposta ao nosso pedido de visita. É na Igreja de Santo António que são velados os mortos na localidade, o que naturalmente cria constrangimentos às visitas.
É visível que a igreja necessita de cuidados e recuperação, sendo quase chocante que a razoável raridade em Portugal da sua traça renascença e a especificidade da capela das Onze Mil Virgens não lhe permita melhor destino, pese embora, sublinhe-se, a divulgação que a Câmara Municipal tem proporcionado.
O convento, propriedade privada, encontra-se em adiantado estado de ruína, com as ligações à igreja entaipadas. Uma autêntica lástima !
Estivemos também na igreja e santuário do Senhor dos Mártires, situada na parte alta de Alcácer do Sal, do lado Oeste, a uma quota semelhante à do castelo, mas já afastada deste, fora da muralha.
Apenas pudemos fazer a visita exterior, pois os vários contactos realizados, atempadamente, com a Irmandade do Senhor Jesus dos Mártires resultaram apenas na remessa para uma nova oportunidade em meados de Setembro, quando irão ser desenvolvidas diversas actividades no santuário ou a propósito deste. Lá estaremos, mas, por ora, tivemos de nos valer das fotografias do interior do templo existentes no arquivo do GIFI, realizadas no já longínquo ano de 2009.
Desta igreja, que foi também panteão dos Mestres da Ordem de Santiago, cuja história é pontuada por lendas e notícia de milagres, se tratará em artigo autónomo,
