Neste início de Maio de 2024 concluíram-se, finalmente, as longas obras de restauro do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, que se arrastaram por vinte anos.
Mais vale tarde do que nunca, ainda que não se possa deixar se sublinhar o custo de € 1.850.000,00, num país onde nos últimos anos nada do que se cifra em menos do que milhares de milhões parece ter significado.
Tratou-se de uma parceria entre o Património Cultural, instituto público português, e a World Monuments Fund (WMF), tendo contado ainda com contribuições de diversos mecenas, portugueses e estrangeiros. Ler mais
O Mosteiro dos Jerónimos sofre, naturalmente, os efeitos da idade, conjuntamente com as agressões do ambiente urbano e a pressão resultante do elevado número de visitantes ao monumento. O interesse do público, incluindo dos muitos turistas que visitam o nosso país, é mais do que justificado e desejável, mas coloca questões sérias, que incluem a dificuldade actual de se poder aceder e visitar confortavelmente o mosteiro.
Recorde-se, já agora, os mistérios e questões históricas suscitada pelos Jerónimos, na sua relação com a Ordem Cristo (escambo da capela da ordem militar-religiosa em Belém, onde hoje se ergue o mosteiro, com a antiga grande sinagoga de Lisboa, onde veio a ser erigida a Igreja da Conceição Velha; o papel de frades jerónimos na reforma da Ordem de Cristo, que a converteu em ordem monástica), bem como por exemplo, nos debates interpretativos, místicos e esotéricos, sobre o portal Sul do mosteiro e acerca caminho iniciático desenhado no claustro, onde os navegadores da expansão marítima fariam o caminho interior, antes de lançaram na via exterior do mar-oceano.
